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Logo mais, depois do almoço, parto para a fazenda da minha família. Freqüento a fazenda desde que eu nasci. Atualmente, vou lá com uma freqüência irregular, mas quando vou, adoro!

Mês passado estive lá e tirei algumas fotos.

Memória: quadros na parede do escritório.

Newborn: os filhos mais novos da fazenda.

Trabalhador: o verdadeiro sertanejo tem olhos azuis.

Maiara, a filha do vaqueiro (que pode ser visto ao fundo): catando acerolas.

O quartinho: quando meu avô se mudou para a fazenda,

os banheiros ainda eram externos à casa.

A ruína do banheiro da casa principal.

Vira-latas: a nossa cadelinha, Magali.

Vista da varanda da casa da fazenda, numa interpretação meio impressionista.

Tijolinhos e chapa: a parede do galinheiro.

Bush: o rufião da fazenda.


Adoro chorinho.

Mas, nem sempre foi assim.

Por mais difícil que seja de imaginar, nem sempre gostei.

Hoje, quando penso em Chorinho, inevitavelmente, penso em meu pai e numa fase da minha vida em particular.

***

Estudava no Colégio Antônio Vieira, no turno matutino. As aulas iniciavam às 7h20 – o que para mim, um notívago de nascença, era uma tortura.

Duas vezes por semana, porém, a coisa piorava: tínhamos aula de Educação Física, que começava – pasmem! – às 6h30 da madrugada. (Isso só podia ser idéia de algum maluco padre alemão ou austríaco).

A sofrida tarefa de nos levar (a mim e ao meu irmão) para a escola mais cedo, nestes dias, cabia a meu pai – ele, também, de irremediável natureza vespertina (acho que é coisa dos Azevedo).

Morávamos longe do colégio. Saíamos de casa, portanto, pelo menos uns 30 minutos antes do horário da aula.

Nesta viagem, porém, meu pai experimentava algum prazer e mesmo vantagem em ter acordado cedo: ouvia ao seu programa favorito da Rádio Educadora FM, chamado “Chorinhos e Chorões” – programação de todos os dias da emissora no horário das 6h00 às 7h00 (horário em que ele de jeito nenhum estaria acordado não fora as famigeradas aulas de Educação Física). Nem sei se o programa ainda existe...

No princípio, eu e meu irmão achávamos aquela música chatississíssima, mas admirávamos, sonolentos, ao deleite auditivo de nosso pai.

Não sei exatamente em que momento a coisa começou a mudar, o fato é que hoje adoro chorinho.

E o que é mais interessante, consegui transformar estas memórias de madrugadas tão sofridas em algo agradável, positivo. Me lembro daqueles dias com muito prazer! Coisa interessante a forma como trabalha a nossa memória.

Escrevo isso tudo só para falar do prazer que foi fotografar o show e curtir o som da banda “Brincando de Cordas”, no Segundas Musicais da Fundação Cultural.

Mas comecemos pelo começo: o preconceito.

Achei que o grupo que tocaria choro, conforme a programação das Segundas Musicais, seria um grupo da “velha guarda”: velhos músicos saudosistas – talvez um ou outro músico mais jovem, um ou outro discípulo de algum dos decanos do grupo.

Estava errado.

Acho, inclusive, que o nome do grupo é uma referência à idade dos seus componentes. São bem jovens – com uma única exceção, num grupo de seis (5 músicos e um apresentador/mestre de cerimônia), todos parecem ter menos de 25 anos de idade, alguns menos de 20.

A despeito da juventude do grupo, o show foi um passeio na história do gênero musical que pode ser considerado o marco inicial da nossa MPB.

Os números musicais são intercalados com a aparição do mestre de cerimônias, que discorre sobre a História do Choro, seus principais músicos/compositores e as músicas apresentadas durante o espetáculo.

Uma das novidades apresentadas pelo grupo é o que eles chamam de choro cantado. Eles adicionaram letras à vários clássicos do choro, e apresentam a jovem cantora Ananda Andrade.

Outro aspecto interessante do show é o visual dos músicos. Olhando as fotos, marcadamente as fotos preto & branco, parece que se trata de outro tempo. Parece que eles saltaram da máquina do tempo no ponto errado.


Muito legal!

Sábado passado, participei das olimpíadas da escolinha do meu dindo Tiago.

Estava preocupado com as expectativas dele... e minhas.

Ele só falava em ganhar medalhas. Eu queria ganhar, na competição dos adultos, ao menos uma medalha, para fazê-lo feliz.

Fiquei frustrado!

Acordei cedo, me preparei, mas não houve medalhas... Quem ganhava as provas, recebia, como prêmio, um singelo pirulito.

Joguei futebol, comi cachorro-quente, tomei picolé. Teve até bingo!

Mas, medalha, que é bom: nada!

Tiago se divertiu muito: saltou no pula-pula, jogou basquete, salto em altura, futebol (marcou três gols), ganhou vários pirulitos e tomou muitos picolés.

Foto: Henrique Azevedo
Eu e Tiago, entre um jogo e outro, tomamos um picolé.
Reparem nos olhos de quem acordou antes das seis da madrugada...

Nanda é minha primeira dinda. Antes dela eu nem sabia que podia ser dindo um dia.
Ela é uma menina linda, que adora ser fotografada – vive fazendo pose para o dindo fotógrafo.

Pena que eu não tenho aqui... mas, as primeiras fotos que eu tirei dela foram no seu batizado, quando ela ainda tinha poucos meses, e eu ainda morava nos Estados Unidos – vim só para batizá-la.


Desde pequenininha ela faz pose para o dindo

Com o papai coruja, meu compadre Paulo
Com a prima Babi, e mamãe Mara, ao fundo
Brincando na fazenda

Malandrinha dando lingua para o dindo


O irmão mais velho de Tiago, Francisco, vai trocar de escola.

A madrinha dele, Mila (minha irmãzinha), ao encontrá-lo, pergunta se ele seria o melhor aluno da turma, na nova escola.
Ele responde, com segurança, sem hesitar, que sim, será o melhor aluno da turma.

Tiago se aproximava deles, neste momento, e escuta o diálogo.

Mila, então, volta-se para ele e pergunta: “e você, Tiago, vai ser o melhor aluno da sua turma”?

Ele responde: “Não, tia Mila, eu sou do tipo mais esportista”.

Eu e o esportista

Instado por minha comadre Gabi Eremkin, fui procurar fotos de minha afilhada, Isabela. Ela queria que eu mandasse as fotos que tirei na sua última vinda ao Brasil.

Achei as fotos tão lindas que resolvi publicar algumas aqui. Com elas, então, abrimos a série de fotos dos meus “dindos” – logo teremos fotos de Tiago e Nanda.
Belinha é uma menininha linda, inteligente e super simpática. Pena que ela mora tão longe e, conseqüentemente, a vejo tão pouco.
Estas fotos foram tiradas quando ela esteve aqui no Loft do Quintal (a minha morada). Ela se divertiu muito no quintal.

Belinha com Rubert