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Já anunciei desde a semana passada no facebook a minha seleção para o Salão Regional de Artes Visuais da Bahia 2010 – Feira de Santana. Fiquei de colocar mais informações aqui, mas não parei... foi uma semana cheiíssima!

Mas agora vai!

Inclusive porque ontem a Fundação Cultural do Estado lançou o release do evento e, adivinha, o meu trabalho aparece na imagem em destaque! Abaixo o link do blog da assessoria de comunicação da Funceb com todas as informações.

Pena que eles não mencionam o meu nome, nem o associam à obra que ilustra a notícia. O nome da foto apresentada é Fase: Vermelho I.

Este trabalho foi feito em colaboração com a diretora de teatro/atriz Joice Aglaé.

Para ler o texto completo com todas as informações sobre o Salão:

http://ascomfunceb.wordpress.com/2010/06/08/saloes-regionais-de-artes-visuais-da-bahia-2010-estreiam-em-feira-de-santana/

Serviço:

Salões Regionais de Artes Visuais da Bahia 2010 – Feira de Santana
Quando:
Abertura: 11 de junho, sexta-feira, às 19 horas (estarei lá, óbvio)
Visitação: 12 de junho a 25 de julho
Onde: Centro de Cultura Amélio Amorim
Avenida Presidente Dutra, 2222, Capuchinhos – Feira de Santana, Bahia
Telefone: (75) 3625-0572
Quanto: Gratuito

O MicroTrio flutua entre os foliões no circuito Barra-Ondina


Um carnaval sem corda, sem “Rebolation”, sem “Vô te comer”, sem as mesmas músicas repetidas por horas durante todo o percurso...


Isso existe!


O MicroTrio fez o melhor carnaval do ano de 2010 em Salvador!


Não poderia ser diferente, o MicroTrio reúne ninguém menos que:


Rowney Scott, no sax;

Ivan Bastos, no baixo;

Cinho Damatta, voz e violão;

Sérgio Albuquerque – guitarra baiana; todos eles sob a liderança do engenhoso

Ivan Huol – bateria e voz


O MicroTrio ainda contou com as participações de Vania Abreu e Chico César – que acompanharam o Trio como foliões, mas não resistiram e se juntaram à banda, para a alegria dos foliões.


Ivan Bastos, o pirata, no baixo e Rowney no sax

Vania Abreu e Cinho Damatta

Chico César veio acompanhar o MicroTrio...

...mas se animou e cantou com Vania Abreu...

...e acabou pegando uma carona e tomando o violão de Cinho...

Parte da banda vai dentro do Trio, outros acompanham em meio aos foliões, Rowney caminha enquanto toca o seu sax, Sérgio, as vezes anda, as vezes vai pendurado no Fiat

Sérgio Albuquerque e Cinho Damatta

A alegria dos foliões está na cara

O pai da idéia: Ivan Huol.

Ele chuta e cabeceia – com um fôlego impressionante toca vigorosamente a bateria e canta, ao mesmo tempo. Ele também é o engenheiro de som do MicroTrio e, se precisar, ainda ajuda na mecânica do carro...

Escolher o(s) melhor(es) do ano é uma bobagem tão grande, quanto irresistível.

O método para a minha escolha é o mais simples possível, nada de fórmulas complexas, teorias musicais, ou outros esforços de natureza intelectual.

O disco do ano é simplesmente o disco lançado em 2009 que mais tocou aqui no Loft do Quintal. Simples assim.

Frascos Comprimidos Compressas é de longe o que mais tocou aqui em casa.


Desde que escutei pela primeira vez o disco de Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicletas não consegui mais parar de ouvir.

Tal qual um fã do Los Hermanos, sei as letras ‘de cor’ e passo o dia todo cantarolando as canções do disco.

Para quem ainda não conhece, faça um favor a você mesmo! Passa no website da banda, http://www.roneijorgeeosladroesdebicicleta.com/

Os caras estão disponibilizando gratuitamente, para download, o álbum. E mais, o download vem completinho, com direito à arte/encarte do CD e as letras (em arquivo PDF).


Fotografei Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta no Projeto Segundas Musicais, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (20/10/2008), na Sala do Coro do Teatro Castro Alves.


***


Outros álbuns que marcaram meu ano de 2009 (tocaram muito aqui em casa):

  • Otto, Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranqüilos – a primeira música é sensacional!
  • Chachachá, dos Retrofoguetes, a melhor banda instrumental do Brasil.
  • Lucas Santtana, Sem Nostalgia – conheci graças a matéria na Carta Capital e gostei muito.
  • Maria Gadú, que minha namorada adora e não para de pedir.

Estou muito feliz!

Para quem ainda não sabe, o meu vídeo “Rainha da Sucata” foi selecionado para a mostra competitiva do Festival Nacional 5 Minutos – (http://festivalnacional5minutos.blogspot.com/).

A exibição de “Rainha da Sucata” na mostra competitiva do Festival será nos seguintes dias e horários:



19.11 (qui) − 20h − Sala Walter da Silveira (Biblioteca Central – Barris)
19.11 (qui) − 21h − Sala Alexandre Robatto (Biblioteca Central – Barris)
20.11 (sex) − 17h − Sala Walter da Silveira (Biblioteca Central – Barris)

Eu estarei presente nas três exibições!

Não deixe de assistir.

Se assistir, não deixe de votar!!!

Ficha técnica:

Rainha da Sucata (4’56”) NTSC DVD

Direção: Léo Azevedo
Edição: Mateus Bastos
Roteiro: Léo Azevedo & Mateus Bastos
Produção: Léo Azevedo & Mateus Bastos
Câmera: Gilberto Munes


Rainha da Sucata

Depois de muito “amassar barro pra faraó”, a manicure Bernadete, hoje aos 59 anos, decidiu trocar os salões de beleza pelas lixeiras do bairro de Cajazeiras, em Salvador. Moradora do bairro onde cata materiais recicláveis, Bernadete enfrentou o preconceito de vizinhos, mas também conquistou respeito e uma rede de ajuda fundamental para que ela se tornasse a principal agente ambiental da região. Respeitada pelo zelo com a higiene e pela disposição para trabalhar, ela ficou conhecida como “Rainha da Sucata”.

O filme acompanha uma das muitas coletas diárias de Bernadete. Ao longo da jornada, a ‘rainha’ explica sua dura rotina de trabalho e, através de relatos, conta um pouco da sua trajetória e do seu inusitado ponto de vista como agente. O curta-metragem, resultado da parceria do fotógrafo e diretor Léo Azevedo e do documentarista Mateus Bastos, também é, em si, uma reciclagem de materiais brutos inéditos de um projeto inacabado realizado enquanto os dois eram professores na mesma faculdade.



Mais informações:

A programação completa da mostra competitiva, bem como mais informações sobre o evento, pode ser encontrada no site do festival:

http://www.dimas.ba.gov.br/5min2009/programacao/prog/m.competitiva.htm

Saiu a programação do Festival Nacional 5 Minutos!

O meu vídeo, Rainha da Sucata, está no Programa 3, que será exibido conforme os horários abaixo:

PROGRAMA 3 | 60'24"
19.11 (qui) − 20h − Sala Walter da Silveira
19.11 (qui) − 21h − Sala Alexandre Robatto
20.11 (sex) − 17h − Sala Walter da Silveira

Não deixe de assistir!!!

Se assistir, não deixe de votar!!!

A programação completa da mostra competitiva, bem como mais informações sobre o evento, pode ser encontrada no site do festival:

http://www.dimas.ba.gov.br/5min2009/programacao/prog/m.competitiva.htm

Mais sobre Rainha da Sucata logo ai abaixo...

Estou muito feliz!

O meu vídeo “Rainha da Sucata” foi selecionado pelo Festival Nacional 5 Minutos - http://festivalnacional5minutos.blogspot.com/.

O Festival ocorre entre os dias 16 e 21 de novembro.

Rainha da Sucata (4’56”) NTSC DVD

Direção: Léo Azevedo

Edição: Mateus Bastos

Roteiro: Léo Azevedo & Mateus Bastos

Produção: Léo Azevedo & Mateus Bastos

Câmera: Gilberto Munes


Depois de muito “amassar barro pra faraó”, a manicure Bernadete, hoje aos 59 anos, decidiu trocar os salões de beleza pelas lixeiras do bairro de Cajazeiras, em Salvador. Moradora do bairro onde cata materiais recicláveis, Bernadete enfrentou o preconceito de vizinhos, mas também conquistou respeito e uma rede de ajuda fundamental para que ela se tornasse a principal agente ambiental da região. Respeitada pelo zelo com a higiene e pela disposição para trabalhar, ela ficou conhecida como “Rainha da Sucata”.

O filme acompanha uma das muitas coletas diárias de Bernadete. Ao longo da jornada, a ‘rainha’ explica sua dura rotina de trabalho e, através de relatos, conta um pouco da sua trajetória e do seu inusitado ponto de vista como agente. O curta-metragem, resultado da parceria do fotógrafo e diretor Léo Azevedo e do documentarista Mateus Bastos, também é, em si, uma reciclagem de materiais brutos inéditos de um projeto inacabado realizado enquanto os dois eram professores na mesma faculdade.


Adoro chorinho.

Mas, nem sempre foi assim.

Por mais difícil que seja de imaginar, nem sempre gostei.

Hoje, quando penso em Chorinho, inevitavelmente, penso em meu pai e numa fase da minha vida em particular.

***

Estudava no Colégio Antônio Vieira, no turno matutino. As aulas iniciavam às 7h20 – o que para mim, um notívago de nascença, era uma tortura.

Duas vezes por semana, porém, a coisa piorava: tínhamos aula de Educação Física, que começava – pasmem! – às 6h30 da madrugada. (Isso só podia ser idéia de algum maluco padre alemão ou austríaco).

A sofrida tarefa de nos levar (a mim e ao meu irmão) para a escola mais cedo, nestes dias, cabia a meu pai – ele, também, de irremediável natureza vespertina (acho que é coisa dos Azevedo).

Morávamos longe do colégio. Saíamos de casa, portanto, pelo menos uns 30 minutos antes do horário da aula.

Nesta viagem, porém, meu pai experimentava algum prazer e mesmo vantagem em ter acordado cedo: ouvia ao seu programa favorito da Rádio Educadora FM, chamado “Chorinhos e Chorões” – programação de todos os dias da emissora no horário das 6h00 às 7h00 (horário em que ele de jeito nenhum estaria acordado não fora as famigeradas aulas de Educação Física). Nem sei se o programa ainda existe...

No princípio, eu e meu irmão achávamos aquela música chatississíssima, mas admirávamos, sonolentos, ao deleite auditivo de nosso pai.

Não sei exatamente em que momento a coisa começou a mudar, o fato é que hoje adoro chorinho.

E o que é mais interessante, consegui transformar estas memórias de madrugadas tão sofridas em algo agradável, positivo. Me lembro daqueles dias com muito prazer! Coisa interessante a forma como trabalha a nossa memória.

Escrevo isso tudo só para falar do prazer que foi fotografar o show e curtir o som da banda “Brincando de Cordas”, no Segundas Musicais da Fundação Cultural.

Mas comecemos pelo começo: o preconceito.

Achei que o grupo que tocaria choro, conforme a programação das Segundas Musicais, seria um grupo da “velha guarda”: velhos músicos saudosistas – talvez um ou outro músico mais jovem, um ou outro discípulo de algum dos decanos do grupo.

Estava errado.

Acho, inclusive, que o nome do grupo é uma referência à idade dos seus componentes. São bem jovens – com uma única exceção, num grupo de seis (5 músicos e um apresentador/mestre de cerimônia), todos parecem ter menos de 25 anos de idade, alguns menos de 20.

A despeito da juventude do grupo, o show foi um passeio na história do gênero musical que pode ser considerado o marco inicial da nossa MPB.

Os números musicais são intercalados com a aparição do mestre de cerimônias, que discorre sobre a História do Choro, seus principais músicos/compositores e as músicas apresentadas durante o espetáculo.

Uma das novidades apresentadas pelo grupo é o que eles chamam de choro cantado. Eles adicionaram letras à vários clássicos do choro, e apresentam a jovem cantora Ananda Andrade.

Outro aspecto interessante do show é o visual dos músicos. Olhando as fotos, marcadamente as fotos preto & branco, parece que se trata de outro tempo. Parece que eles saltaram da máquina do tempo no ponto errado.


Muito legal!

Surgida em 1996 – na terra do cacau e das estórias de Jorge Amado, Ilhéus – O Quadro é uma das mais antigas bandas de Hip Hop da Bahia.

Não gosto de Hip Hop, Rap, ou variações destes estilos – deve haver um tanto de preconceito nesta minha percepção do estilo.

Não quero comparar maçãs com laranjas, mas, com O Quadro, senti algo parecido com o que senti quando ouvi DJ Dolores pela primeira vez. Achava que odiava tudo que vinha de DJs. Achava que era tudo igual. Mas, não é!

Não posso dizer que gostei d`O Quadro tanto quanto gostei de DJ Dolores, mas foi uma grata surpresa para mim a qualidade do som dos caras.

A banda é musicalmente rica e as letras das suas músicas não são óbvias como em geral me parece acontecer neste estilo.

Outro fator que me surpreendeu foi o modo com que os músicos da banda se apresentavam. Todos elegantemente vestidos e postados. Não era o caso dos vocalistas, porém. Estes estavam vestidos e se portavam (com direito a trejeitos e atitude característicos) mais como se imagina um grupo de hip hop brasileiro...

Batatinha foi um dos grandes sambistas da Bahia. Fazia samba de verdade.
O Grupo Botequim é, literalmente, um grande grupo de sambistas.
Seus integrantes compõem e pesquisam samba tendo sempre em vista a sua tradição.

Nos últimos anos eles vêm pesquisando o trabalho de Oscar da Penha, mais conhecido por Batatinha.
O show que fotografei apresenta justamente esta pesquisa e faz uma homenagem ao mestre.
Samba para quem gosta de samba.

Com direito a caixa de fósforo...

... e prato.

O show contou com diversas participações especiais de tradicionais sambistas baianos e dos filhos do próprio Batatinha.

O jazz da Bahia não deve nada a ninguém.

Quando digo isso, muitos dos meus amigos fazem cara de desentendidos... mas, há boas opções de jazz na cidade.

A melhor delas é a “JAM no MAM”, que Acontece todo sábado, no final da tarde/início da noite, no Solar do Unhão/MAM. Sob o comando do craque Ivan Houl.

Acompanham Huol, no MAM, os músicos Ivan Bastos (baixo), Paulo Mutti (guitarra), André Magalhães (piano) e André Becker (saxofone). Todo sábado, diversos outros músicos fantásticos aparecem e se juntam à estes caras.

Nesta segunda, aconteceu outro show do projeto Segundas Musicais, da Fundação Cultural do Estado da Bahia.
Desta vez rolou jazz. Jazz de alta qualidade: Mou Brasil.
Mou é fantástico e se fez acompanhar de músicos maravilhosos.
Rowney Scott (sax)
Vitor Brasil (bateria)
Ldson Galter (baixo acústico)
Marcelo Gauter (teclado)



Mas nem só de Salomé se faz uma semana de trabalho.

Na segunda, além do espetáculo teatral, fotografei o show da banda baiana Retrofoguetes – no projeto Segundas Musicais, da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Os shows acontecerão sempre na Sala do Coro do Teatro Castro Alves e estou convocado para fotografar a todos.

O show foi muito legal – adoro os Retrofoguetes. O ambiente de teatro, com todo mundo sentadinho, é que foi a grande diferença. Acostumados a tocar em ambientes de festa rock, foi divertido vê-los tocar para um público estático.
Estático é exagero. As pessoas, é verdade, mantiveram-se sentadas durante todo o show, mas parado ninguém ficou com o rock instrumental mais divertido de que eu tenho notícia.


Outra diferença foi a sensação de proximidade com a banda que a Sala do Coro permitiu. Isso gerou uma maior interação da banda com o seu público – com direito a piadinhas de ambos os lados e demonstrações de afeto, também, mútuas.O show contou com participações especiais, como a de Haroldo Macedo, empunhando a sua guitarrinha baiana.
O secretário de cultura do estado, Márcio Meirelles, também pareceu adorar o show.