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Assistindo à Festa de Rua, Camarote do Nana


Nos seis dias de carnaval, trabalho mais que em alguns meses inteiros.

Trabalho, em campo, uma média de quase 16 horas por dia. Isso sem falar do tempo envolvido com a gestão de toda a produção, afinal, trabalho com uma equipe de fotógrafos, segurança, taxi.

O que me salva a vida é que eu posso contar com Marina.


Marina cuida das fotos, desde o cartão de memória até a entrega ao cliente – seja via internet, seja via outras mídias.


Marina baixa as fotos, faz backup, seleciona as melhores, edita e encaminha aos clientes.


Marina ajuda, também, na gestão da equipe.


Outra pessoa sem a qual minha vida no carnaval não seria fácil é Moisés.


Não há um bicho mais besta que um fotógrafo com uma câmera na cara. Moises mantém-se atento ao que acontece ao meu redor enquanto eu me concentro nas imagens que os meus clientes precisam.


Este ano o meu carnaval foi mais leve que o do ano passado.


Trabalhei, este ano, para os camarotes do Nana, da Central, do Ilê, para o Oceania Club, para a festa Sunrire, para a Souza Cruz (com pontos de venda em 10 camarotes), Trident (no camarote Salvador) e Casas Bahia (que patrocinou o bloco de Ivete). Quatro clientes a menos que em 2008. Deve ser a crise!


Bloco Coruja, Ivete Sangalo no Farol da Barra, do Oceania Club
Dancing II, Sunrise After
Olhando o DJ, Oceania Club
Mão ao Alto, Camarote do Nana


Nem sempre fotografo o que gosto.

As vezes sou contratado para fotografar eventos que não me interessam muito per si, ou não me interessam esteticamente.

Independentemente disto, sempre tento me envolver com o que fotografo, e buscar o melhor de mim (parece conversa de jogador de futebol); procuro ser generoso na minha forma de olhar o que fotografo, se é que vocês me entendem.

Adoro fotografar shows de música, ainda que não curta a música que é apresentada.

Semana passada, fotografei o evento que reuniu a banda NX Zero, o cantor Netinho e a banda Batifun.

O primeiro show foi da banda NX Zero.

Já tinha fotografado shows voltados para o público adolescente – fotografei, em Costa do Sauípe, o show do Rouge. Mas, nunca estou preparado para a forma como os adolescentes se comportam – que o digam os seguranças: estes sim sofrem.

Lembrei da forma como as adolescentes do meu tempo reagiam à banda adolescente Menudo.

A diferença é que hoje se vive no tempo das câmaras digitais e celulares com câmara fotográfica.

Então, é um novo tipo de histeria. É uma histeria em que o mais importante é manter o dedo no disparador e fotografar todos os momentos – isso tudo, é claro, sem parar de gritar, até perder a voz, e chorar copiosamente (ainda mais que os tietes da banda são os tais “emo”).

O segundo show foi o de Netinho.

O público de Netinho já conheço bastante, de muitos carnavais. Faz coreografia com as mãozinhas para cima.

O cantor Netinho não me interessa muito musicalmente. Mas o cara Netinho é legal – simples, sem estrelismos.

E mais, ele teve participação na minha história de fotojornalista.

Foi de Netinho o primeiro show que fotografei na minha vida profissional. Mais: foi a primeira foto de entrevista que fiz para um jornal. Foi um dos meus primeiros trabalhos profissionais em fotojornalismo.

Trabalhava para um jornal brasileiro da cidade de Danbury, Connecticut. Fui cobrir o “Brazilian Day”, em Nova Iorque, na Rua 46 (se não me engano), a “Little Brazil”. Tinha que fotografar o show e alguns “Globais”, tais quais Daniele Winnits, José Wilker e Ticiana Pinheiro (de quem eu tirei a única foto daquele dia que ainda hoje gosto), além dos shows. O show de Netinho foi o principal.

Depois do show, fomos (eu e Elizabeth Bacelar, a editora do jornal) para o hotel em que Netinho estava hospedado para entrevistá-lo.

Ele foi muito simpático. Recebeu-nos muito bem e conversou conosco de forma bastante descontraída e espontânea.



Fechando parêntesis, o último show do domingo foi da banda Batifun, de Marcelo Timbó e Júnior Luiz. A noite de domingo já avançava e o público já se dispersava...

Quem ficou até esta hora sabia o que queria. Eram poucos, mas animados com a música da banda. Não sei se era só por causa do som dos caras, mas os que ficaram dançaram muito ao som da última atração.